quinta-feira, 12 de julho de 2018

Lisbela e o Prisioneiro: Peça teatral rememora os 40 anos sem o autor Osman Lins e leva tom feminista para o palco

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Adaptada para a contemporaneidade, o espetáculo levanta questões bem atuais, como o feminismo e o preconceito. A Delegada Gleide Ângelo será  homenageada.


Sessenta anos depois da publicação de Lisbela e 40 depois da morte de Osman Lins, o cineasta Adriano Portela (diretor do longa Recife Assombrado – em finalização) decide adaptar Lisbela e o Prisioneiro para a contemporaneidade, e levanta questões bem atuais, como o feminismo e o preconceito. 

Para se ter uma ideia, as mulheres são quem mandam em cena. Quase todas as personagens são mulheres, por exemplo, em vez do delegado é uma delegada, no lugar de um carcereiro temos uma carcereira e tem até mulher desempenhando papel de homem. Independente da personagem, elas dominam o palco”, pontua Portela. 

Nesse clima de mostrar a força feminina, uma personagem presta homenagem a uma figura de força em Pernambuco, a delegada Gleide Ângelo. “Estamos tratando tudo com muito respeito e humor e ao mesmo tempo aproveitando para valorizar uma pessoa que tanto vem lutando pelos direitos das mulheres”, afirma Rafaela Quintino, a diretora do espetáculo.    


Depois do sucesso estrondoso em maio deste ano, com casa lotada nos dois dias de apresentação, a Cobogó das Artes volta com Lisbela e o Prisioneiro para o palco do teatro Apolo, no centro do Recife. O espetáculo será no dia 20 de julho, em única apresentação às 19h, os  ingressos custam R$ 30 e R$ 15 e contará com interprete de Libras.



A Cobogó das Artes é um projeto social do cineasta Adriano Portela. À frente da Portela Produções e em finalização com o seu primeiro longa-metragem, Portela resolveu ocupar a casa que foi dos seus avós e transformá-la num ponto de cultura na periferia. A Cobogó ofecere oficinas gratuitas das mais diversas modalidades artísticas, já os cursos mais duradouros com preço bem abaixo do mercado. 

O curso de teatro, por exemplo, cobramos uma mensalidade simbólica, porque além da manutenção do espaço a verba é toda investida na produção do espetáculo, desde a pauta do teatro a figurino, plano de luz, entre outras despesas, é uma forma de incluir a comunidade no meio artístico”, acrescenta Portela.

Serviço

Lisbela e o Prisioneiro

Data: sexta 20 de julho
Local: Teatro Apolo
Hora: 19h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15

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